{"id":2982,"date":"2020-03-06T16:19:05","date_gmt":"2020-03-06T19:19:05","guid":{"rendered":"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/?p=2982"},"modified":"2024-07-10T11:19:13","modified_gmt":"2024-07-10T14:19:13","slug":"a-forca-da-convivencia-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/a-forca-da-convivencia-familiar\/","title":{"rendered":"Educar com carinho: a for\u00e7a da conviv\u00eancia familiar"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Como orientar uma fam\u00edlia para lidar com as crian\u00e7as e adolescentes no <a href=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/entenda-a-diferenca-entre-acolhimento-familiar-e-adocao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Acolhimento Familiar e na Ado\u00e7\u00e3o<\/a>? Como lidar, sem julgamentos, com m\u00e3es que abandonaram seus filhos e com as esperan\u00e7as das crian\u00e7as que aguardam por uma fam\u00edlia? E mesmo sabendo que n\u00e3o h\u00e1 um \u201cmanual\u201d, quais os conceitos que podemos ter como base ao acompanhar e orientar o desenvolvimento de nossos filhos? S\u00e3o essas respostas que buscamos em um papo com <a href=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/team\/lidia-weber\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">L\u00eddia Weber<\/a>, psic\u00f3loga, mestre e doutora em Psicologia Experimental, com p\u00f3s-doutorado em Desenvolvimento Familiar. Ela nos traz um relato preciso, real e por vezes doloroso sobre o tema, baseado em suas pesquisas, viv\u00eancias e experi\u00eancias profissionais. Para assistir sua palestra no III Congresso Internacional de Acolhimento Familiar, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hkDvlEhEReY&amp;list=PLvL7fvVsqLGo3MmJHuy4dyJx5u_Uz5_Xz&amp;index=11\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">clique aqui<\/a>.<\/span><\/p>\n<h1><strong>IGA: Qual a import\u00e2ncia do afeto e do v\u00ednculo na rela\u00e7\u00e3o com as crian\u00e7as, especialmente as que vivem com fam\u00edlias acolhedoras ou s\u00e3o adotadas?<\/strong><\/h1>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\"><strong>L\u00eddia Weber:<\/strong> Quando falamos de afeto, estamos tamb\u00e9m falando de amor. Como educar uma fam\u00edlia vai al\u00e9m da fam\u00edlia acolhedora. Precisamos de afeto em todas as fam\u00edlias, pois o amor de fam\u00edlia \u00e9 aquele que tem um v\u00ednculo duradouro. A neuroci\u00eancia provou cientificamente a <a href=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/efeitos-neurologicos-da-institucionalizacao-importancia-da-primeira-infancia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">import\u00e2ncia da conex\u00e3o<\/a>, da intimidade que voc\u00ea s\u00f3 tem em uma rela\u00e7\u00e3o de afeto, de amor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Quantos anivers\u00e1rios s\u00e3o comemorados na mesma data dentro dos abrigos, um dia mensal para celebrar todos os aniversariantes? Isso n\u00e3o pode ocorrer, porque o dia do anivers\u00e1rio \u00e9 muito importante e particular. A vulnerabilidade \u00e9 uma pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para qualquer rela\u00e7\u00e3o de afeto, e isso s\u00f3 acontece de fato com a proximidade que existe em uma fam\u00edlia. Precisamos de carinho e afeto para levarmos pro resto da vida.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>Precisamos sentir que somos amados e amar algu\u00e9m, o que \u00e9 fundamental <\/strong><strong>e nos d\u00e1 coragem e for\u00e7a para enfrentar a vida e seguir adiante, <\/strong><strong>pois eu sei que acreditaram em mim.<\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1><\/h1>\n<figure id=\"attachment_2998\" aria-describedby=\"caption-attachment-2998\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2998 size-full\" src=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Educar-com-carinho-4.jpg\" alt=\"Educar com carinho 4\" width=\"500\" height=\"373\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2998\" class=\"wp-caption-text\">Educar com carinho: relacionamentos t\u00eam forte influ\u00eancia sobre a sa\u00fade f\u00edsica e mental da crian\u00e7a.<\/figcaption><\/figure>\n<h1><strong>IGA: Qual o papel das experi\u00eancias que vivenciamos, para construir a rela\u00e7\u00e3o com o outro e com o mundo?<\/strong><\/h1>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">A ci\u00eancia nos classifica como seres biologicamente sociais ou biologicamente culturais. Somos a \u00fanica esp\u00e9cie que n\u00e3o sobrevive sozinha, e temos a mais longa inf\u00e2ncia entre todas as esp\u00e9cies, sempre mediada por um adulto cuidador. \u00c9 isso o que nos faz humanos, e para exemplificar isso existem algumas hist\u00f3rias um tanto dolorosas, que chamamos de <em>experimentos n\u00e3o planejados da vida<\/em>: crian\u00e7as que foram criadas por animais, que se perderam em condi\u00e7\u00f5es extremas, e acabaram perdendo suas caracter\u00edsticas humanas, como por exemplo a menina Oxana, que apesar de viver com sua fam\u00edlia, era criada e mantida pelos pais alco\u00f3latras em um canil, junto com os c\u00e3es. Depois que a encontraram conseguiram melhorar algumas condi\u00e7\u00f5es, mas outras n\u00e3o -ela continua com comportamentos t\u00edpicos dos animais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Ou mesmo o menino John, que quando tinha entre dois e tr\u00eas anos testemunhou o pai assassinando a m\u00e3e e fugiu para a floresta, onde acabou adotado por um grupo de macacos e viveu com eles por muito tempo, at\u00e9 que o encontraram, tamb\u00e9m com caracter\u00edsticas pouco humanas. Ou ainda as famosas <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=au5Zxu6WPFg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Kamala e Amala<\/a>, que foram descobertas nas selvas da \u00cdndia em 1920, tinham entre 3 e 7 anos e viviam com lobos, entre outros casos semelhantes que podemos citar, em que fica dif\u00edcil para a pessoa at\u00e9 mesmo falar depois de algum tempo, devido \u00e0 perda da caracter\u00edstica humana. S\u00e3o casos extremos como esses que nos mostram a influ\u00eancia do ambiente e da nossa rela\u00e7\u00e3o com nossa fam\u00edlia e cuidadores.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>Precisamos do amor e do cuidado de algu\u00e9m que nos d\u00ea for\u00e7a, coragem, e nos mostre como \u00e9 a vida, para que tenhamos um modelo.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Somos\u00a0<em>Homo sapiens sapiens<\/em>, duas vezes s\u00e1bios, e dever\u00edamos saber que somos feitos para o amor, pelo amor, com o amor. Seres biologicamente culturais &#8211; o que quer dizer que o beb\u00ea vem pronto para amar, para se apegar com o adulto cuidador. O beb\u00ea enxerga melhor a 25 cent\u00edmetros de dist\u00e2ncia, e sabe distinguir a voz e o cheiro de sua m\u00e3e desde poucas horas de vida. O beb\u00ea emparelha o batimento card\u00edaco com a m\u00e3e e com o pai, mas n\u00e3o com estranhos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2996\" aria-describedby=\"caption-attachment-2996\" style=\"width: 485px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2996\" src=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Educar-com-carinho-2.jpg\" alt=\"Educar com carinho 2\" width=\"485\" height=\"529\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2996\" class=\"wp-caption-text\">A for\u00e7a da fam\u00edlia: afeto, contato e conex\u00e3o s\u00e3o fundamentais!<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Isso tudo mostra a for\u00e7a da natureza de nossa esp\u00e9cie, onde a viv\u00eancia e os relacionamentos de amor s\u00e3o o que nos aproximam, e isso \u00e9 comprovado por estudos, como o\u00a0<a href=\"https:\/\/news.harvard.edu\/gazette\/story\/2017\/04\/over-nearly-80-years-harvard-study-has-been-showing-how-to-live-a-healthy-and-happy-life\/\"><em>Grant Study<\/em><\/a>, iniciado em Harvard em 1938, que demonstrou que bons relacionamentos tem forte influ\u00eancia sobre a sa\u00fade f\u00edsica e mental, e que os la\u00e7os emocionais s\u00e3o indicadores maiores do que \u00edndices de colesterol, QI ou carga gen\u00e9tica, por exemplo. Os dados mais recentes do estudo, que j\u00e1 dura 80 anos e continua seguindo, chegam a uma conclus\u00e3o muito relevante.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>Quando chegamos \u00e0 velhice o que mais importa \u00e9 a soma de nossos afetos, do que aquilo que tivemos na vida. Ent\u00e3o \u00e9 nisso que precisamos investir.<\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1><strong>IGA: Sabendo da import\u00e2ncia do afeto, o que leva uma m\u00e3e a abandonar seu filho? Existem fatores que s\u00e3o comuns a essa realidade?<\/strong><\/h1>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Fizemos uma pesquisa intitulada &#8220;<a href=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/pesquisa-Weber.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O que leva uma m\u00e3e a abandonar um filho<\/a>&#8220;, uma realidade que infelizmente ocorre todos os dias no Brasil. Descobrimos que as pr\u00f3prias mulheres usavam a palavra &#8220;abandono&#8221;. Havia um grupo de mulheres que deixou seus filhos e um outro que nunca teve esse comportamento e que serviu como grupo-controle para a pesquisa. N\u00f3s n\u00e3o perguntamos a essas pessoas porque elas abandonaram, mas sim como foram criadas por seus pais. Que educa\u00e7\u00e3o elas receberam? E \u00e9 a\u00ed que reside a grande quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">O depoimento de uma delas dizia: &#8220;Minha fam\u00edlia n\u00e3o morava aqui. Vim para trabalhar e engravidei sem querer. Eu estava sozinha, n\u00e3o podia ter uma crian\u00e7a na casa dos meus patr\u00f5es, n\u00e3o tinha dinheiro, era nova demais, e por tudo isso abandonei minha filha.&#8221;\u00a0&#8211; Eva, 31 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Pesquisamos essas rela\u00e7\u00f5es nos dois grupos: m\u00e3es que abandonam e m\u00e3es que n\u00e3o abandonam, e como era o envolvimento dos seus pais em sua\u00a0vida. As que n\u00e3o abandonaram suas crian\u00e7as disseram, em sua maioria, que \u00e0s vezes recebiam orienta\u00e7\u00f5es dos pais durante sua cria\u00e7\u00e3o. Entre as que abandonaram, a resposta da maioria foi que nunca receberam qualquer tipo de conselho ou apoio de seus pais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Outro dado que encontramos foi o de n\u00famero de puni\u00e7\u00f5es que essas mulheres receberam de suas fam\u00edlias durante sua cria\u00e7\u00e3o, e o resultado foi semelhante. As m\u00e3es que n\u00e3o abandonaram seus filhos nunca sofreram puni\u00e7\u00f5es no ambiente familiar, ao passo que aquelas que deixaram seus filhos relataram que sempre lidaram com essa realidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">&#8220;Eu sabia que a menina estava bem, fiquei tranquila. Assim, eu sa\u00eda tranquila para os bailes, e era s\u00f3 o que eu queria, me divertir.&#8221;\u00a0&#8211; Dani, 37 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">H\u00e1 diversos relatos semelhantes, mas n\u00f3s podemos atirar pedras nessas mulheres? Ou vamos pensar em como essas fam\u00edlias, assim como as crian\u00e7as que citei no in\u00edcio, n\u00e3o deram o amor e o cuidado necess\u00e1rios a essas pessoas? Como elas podem se tornar m\u00e3es, se sempre foram negligenciadas? Precisamos cuidar das fam\u00edlias acolhedoras, precisamos cuidar de quem est\u00e1 nos abrigos, e precisamos cuidar das fam\u00edlias e das pr\u00e1ticas educativas em geral, pois a ado\u00e7\u00e3o moderna tem um longo caminho entre procurar um beb\u00ea para uma fam\u00edlia e encontrar uma fam\u00edlia para uma crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2997 aligncenter\" src=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Educar-com-carinho-3.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"307\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>Hoje as crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o apenas protegidas por direitos, mas tamb\u00e9m s\u00e3o titulares de direitos juridicamente protegidos, ou seja, o direito ao afeto. <\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Somos um pa\u00eds rico, mas com uma desigualdade social absurda. Oficialmente h\u00e1 cerca de <a href=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/situacao-atual\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">35 mil crian\u00e7as nos abrigos brasileiros<\/a>, segundo o CNJ. Em 1989, durante minha primeira pesquisa para o livro<em>\u00a0Filhos da Solid\u00e3o<\/em>, ach\u00e1vamos que o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente resolveria tudo, mas aqui estamos, 30 anos depois, ainda aguardando, apesar dos avan\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">&#8220;Meu desejo \u00e9 morar com pais adotivos. Acho que n\u00e3o serei adotado, pois faz bastante tempo que estou aqui.&#8221;\u00a0&#8211; Beto, 13 anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Relatos como esse, de crian\u00e7as maiores de 7 anos que se encontram em abrigos mostram a desesperan\u00e7a delas em serem adotadas e fazer parte de uma fam\u00edlia. Em uma pesquisa recente de uma de minhas alunas, entrevistamos crian\u00e7as que se encontram em duas casas-lares de Curitiba &#8211; PR, e tamb\u00e9m crian\u00e7as que t\u00eam fam\u00edlia e no contraturno escolar fazem parte de uma ONG. Falamos sobre esperan\u00e7as, satisfa\u00e7\u00f5es de vida, pr\u00e1ticas dos cuidadores, e percebemos que precisamos trabalhar mais as pr\u00e1ticas educativas. Para ilustrar a afirma\u00e7\u00e3o acima, trago alguns dados:<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">&#8211; 45% das crian\u00e7as entrevistadas nas casas lares j\u00e1 estavam ali pelo menos pela segunda vez, sendo que algumas j\u00e1 haviam retornado quatro vezes para o acolhimento institucional;<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">&#8211; 53% delas permaneciam no abrigo por mais de dois anos, com algumas chegando a seis anos ou mais em acolhimento, ou seja, na pr\u00e1tica muito acima do que diz a lei. <\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Os relatos mostram que as crian\u00e7as em acolhimento institucional t\u00eam forte apego com os funcion\u00e1rios do local, que de fato cuidam delas, mas a realidade daquelas que est\u00e3o com sua fam\u00edlia e frequentam as ONGs tamb\u00e9m revela que ter\u00edamos muito mais crian\u00e7as em acolhimento, se enxerg\u00e1ssemos a realidade do que realmente acontece nessas fam\u00edlias: estresse, separa\u00e7\u00f5es, viol\u00eancia dom\u00e9stica, alcoolismo. S\u00e3o rela\u00e7\u00f5es muito ruins.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>Fam\u00edlia pode ser prote\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pode ser risco. <\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Estudamos isso com muito cuidado na psicologia, pois temos quest\u00f5es que precisamos ensinar a essas fam\u00edlias, com programas vivenciais, validados psicologicamente que sensibilizam para as tarefas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px; color: #000000;\">Para finalizar, listarei brevemente os 12 princ\u00edpios da Educa\u00e7\u00e3o Positiva para fam\u00edlias, que podem ser lidos detalhadamente no meu livro\u00a0<em>Eduque com Carinho<\/em>:<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2999 aligncenter\" src=\"https:\/\/geracaoamanha.org.br\/teste\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Educar-com-carinho-5.jpg\" alt=\"\" width=\"469\" height=\"295\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>12 princ\u00edpios da Educa\u00e7\u00e3o Positiva para fam\u00edlias:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>1 &#8211; Ame incondicionalmente<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>2 &#8211; Conhe\u00e7a os princ\u00edpios do comportamento da crian\u00e7a<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>3 &#8211; Conhe\u00e7a o desenvolvimento da crian\u00e7a<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>4 &#8211; Conhe\u00e7a a si mesmo<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>5 &#8211; Use comunica\u00e7\u00e3o positiva<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>6 &#8211; Envolva-se na vida do seu filho em todas as fases<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>7 &#8211; Elogie, valorize!<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>8 &#8211; Mostre regras e limites claros, coerentes e consequentes<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>9 &#8211; Seja consistente, mas jamais espere perfei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>10 &#8211; N\u00e3o use puni\u00e7\u00e3o moral ou f\u00edsica, mas sim trabalhe com consequ\u00eancias l\u00f3gicas<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>11 &#8211; Seja um modelo moral positivo<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>12 &#8211; Eduque para a autonomia, para a vida<\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como orientar uma fam\u00edlia para lidar com as crian\u00e7as e adolescentes no Acolhimento Familiar e na Ado\u00e7\u00e3o? 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